As aventuras de uma ex-calourinha inocente impressionada com as maravilhas de um mundo girando ao redor de falos.
Mas agora a calourice foi embora e, hoje, ela acha Mundo Falocêntrico um nome bem bizarro. Bem, eu nunca quis fazer um blog rosinha com coraçõezinhos pra textos delicadinhos e imbecizinhos, hehehehe.
O Mundo
Mariana N. A. L., ou DeLarge, deixo a cargo do leitor
30 de abril, há 21 anos.
Touro, ascendente Capricórnio, Lua Aquário e cuidado com minha Vênus em Gêmeos. É, eu sou fria e complicada pra cacete, heheheh
Publicidade e Propaganda na UFRJ, quase no fim.
Aspirante a redatora, trabalhando com programação visual.
Apaixonada por britrock e outras bandas novas de além da Inglaterra, por cinema alternativo (não intelectualóide, pelamordedeus) e por Dostoievski.
Querendo encontrar o Ivan Karamázov, o Raskolnikov, ou o Príncipe Míchkin na rua. Pode ser o Alex DeLarge também.
Doida por inteligência e beleza. Viciada numa boa conversa. Pouco me fodendo pros clichês dessas linhas.
Um pouco misteriosa e bem viadinha, o suficiente pra não querer mais completar isso aqui e pra querer um perfil minimalista. Gosto de ter gostinho de quero mais!
"...Sempre existe um caminho"
Tô fazendo algo que sempre evitei fazer nesse humilde blog: recapitular meu dia. É que esse dia foi, no mínimo, destacável. Nada de estranho ou absolutamente especial aconteceu hoje, mas o conjunto da obra é digno de ser contado.
Esse 12 de maio começou às 6 e quinze da manhã pra mim. Tinha reunião do Interseção às 8 e meia lá na ECO (portanto, a léguas da casa de sua amiga), por isso tomei um dos banhos mais rápidos da minha vida e fui pegar o busum às quase 7. Dei graças por ser de manhã, que é quando tem ônibus direto daqui pra Zona Sul. Pois bem, assim que pisei no busum, o lado negro do dia começou.
Devo dizer que definitivamente odeio a Avenida Brasil, com todas as forças do meu ser. Hoje foi dia de engarrafamento, mas não daqueles que sempre tem todo dia de manhã. O engarrafamento de hoje durou mais de uma hora! Pra vocês terem noção do drama, eu tava em pé no ônibus e ainda perdi cerca de quarenta minutos pra ir de São Cristóvão à rodoviária! E, logo depois, pqguei uma puta rentenção de Santo Cristo até o Santa Bárbara. Tudo isso pra chegar às 9 horas (duas horas depois de sair de casa!!!) na reunião, depois de ter xingado a viagem inteira e amaldiçoado esta porra dessa roça, de onde digito e onde me escondo! Nunca em minha vida odiei tanto esse lugar feito de merda e de onde quase nada de bom surge. Nunca quis tanto me mudar como hoje... Rezo a Deus para que faça surgir um apartamento de preço razoável fora do circuito Avenida Brasil...
Como se não bastasse, ouço pela primeira vez na minha vida que um trabalho meu ficou ruim. O autor da crítica nada construtiva foi o Facó, cara que dá "aulas" de Fotografia contando seus causos com loiras holandesas aqui e acolá. Tudo bem que alguém que chama o CCBB de CiCiBiBi e diz que fotometra objeto "shining" não pode ser levado a sério; mas não é frescura minha ficar bolada com críticas dele, ainda mais quando a grande massa dos trabalhos ficou "boa". Isso certamente ajudou a aumentar a minha raiva.
Podem me chamar de fresca, chata, mimada, egoísta e fútil. Mas, por incrível que pareça, sei reconhecer o lado bom das coisas, apesar do meu temperamento pessimista. E, mesmo que esse dia tenha tido seus percalços (mais por meu cansaço com tudo do que propriamente pelos acontecimentos), ele também foi um dia de alguma glória para minha pessoa.
Pois bem, o tal Facó criticou um trabalho meu. Mas o João Freire, de Teoria da Comunicação III, famoso por ser um dos melhores e também mais exigentes professores da ECO, destacou o trabalho que fiz com a Priscila e com a Carol como um dos melhores da turma. Não sou de me gabar (quem me conhece realmente sabe que eu chego a ser idiota com minha modéstia), mas não serei hipócrita de dizer que não adorei o gostinho da ribalta, ao ouvir tão importante elogio. Acreditei por um segundo em tudo o que dizem sobre eu ser inteligente e essas coisas, o que eu normalmente não acredito muito. Porém, naquele momento, me reservei o direito de ser filha de Deus também...
Voltando pra casa, depois de assistir "A Estrada Perdida" (um dos filmes fodonicamente malucos do David Lynch) no CPM, eis que alguém fala comigo quando estou andando do início da minha rua até minha casa. Era uma mulher, que eu nunca tinha visto por aqui (não saio muito pra perto de casa, por mais estranho que seja). Ela me perguntou se eu estava cansada e, depois de ouvir minhas lamentações a respeito de estudar na Urca e tudo mais, me disse que estava fora de casa desde as 5 e meia da manhã e que só agora ia fazer o jantar. Depois, me desejou sorte na vida. Fiquei com vergonha de mim mesma... O que não adiantou muito, pois discuti com minha mãe assim que cheguei.
Mas sabem que tô tranqüila? Tô aqui atualizando e me sentindo a mais egoísta das criaturas do mundo, mas vi que "sempre existe um caminho". Afinal, posso ter sido esculachada, mas também fui elogiada. E posso ter pensado que, com raras exceções, só tem gente de merda nessa roça, quando alguém desinteressado me deseja boa sorte...